sábado, 21 de abril de 2012

Baixar CD Pura Inocência

Informações
Nome do Album: De Bem Com Vida
Gênero: Pagode
Qualidade: 192 Kbps
Ano de Lançamento: 2012
Tamanho: 123 Mb
Formato: Rar | MP3
Lista de Músicas:
1-Aceito Tudo
2-Não me Negue Amor
3-De Bem com a Vida
4-Orgulho Bobo
5-Conheço seu Fogo
6-Daquele jeito
7-Por te amar Demais
8-Amor a Distancia
9-Paparazzo
10-Parei com Você
11-Ninguem pode Separar
12-Eu To curado
13-Não vo Namorar
14-To bem Melhor
15-Nosso Drive-in




sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sofrimento e Dor, O Que Fazer???

Está alguém entre vós sofrendo, faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores" (Tg 5.13).
O que é angústia? Muitos poderiam dar uma resposta bem pessoal e subjetiva a essa pergunta. Falando de modo geral, angústia é um sentimento que acompanha o homem desde seu nascimento até a morte em todas as situações da vida; a angústia é companheira do ser humano. A angústia é uma das mais fortes opressoras da humanidade, é um sentimento da alma que pode atacar na mesma medida tanto o rei como o mendigo.
Angústia é uma emoção que pode ser abafada mas não desligada. O homem natural não pode se desviar nem escapar dela. Na verdade existiram e existem pessoas de caráter forte que, com sua determinação, se posicionam obstinadamente diante da angústia, mas elas também não conseguem vencê-la totalmente. Podemos tentar ignorar a angústia, mas não escaparemos de situações dolorosas.
O que a Bíblia diz sobre a angústia?

Ela diz, por exemplo, que angústia e sofrimento podem se tornar visíveis. Gênesis 42.21 nos relata um exemplo disso quando os irmãos de José chegaram ao Egito para comprar cereal e se encontraram no palácio de José, e, não sabendo o que fazer disseram uns aos outros: "Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos..." A angústia, assim diz a Bíblia, não só paralisa a língua, mas também faz com que ela fale. Em Jó 7.11 ouvimos Jó dizer: "Por isso não reprimirei a minha boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma". Mas angústia também faz com que até ímpios cheios de justiça própria se sintam perturbados. Bildade descreve o ímpio em Jó 18.11 dessa maneira: "Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo".
A Escritura também ensina que a angústia é mais forte do que a maior abastança. Zofar nos comunica isto em Jó 20.22: "Na plenitude da sua abastança, ver-se-á angustiado, toda a força da miséria virá sobre ele". Angústia também provoca trevas. Quando Isaías teve que anunciar uma punição sobre Israel, falou acerca das conseqüências desse juízo: "Bramam contra eles naquele dia, como o bramido do mar; se alguém olhar para a terra, eis que só há trevas e angústia, e a luz se escurece em densas nuvens" (Is 5.30). E em Isaías 8.22 o profeta tem que proclamar sobre o povo apóstata: "Olharão para a terra, eis aí angústia, escuridão, e sombras de ansiedade, e serão lançados para densas trevas".
Esses são exemplos negativos, mas também há exemplos positivos. No Salmo 119.143, Davi nos ensina que a palavra de Deus sempre é mais forte que a angústia: "Sobre mim vieram tribulação e angústia, todavia os teus mandamentos são o meu prazer". A angústia está presente, mas a alegria na palavra de Deus é maior. Uma outra tradução diz: "Fiquei cercado por sofrimento e desespero, mas os teus mandamentos foram a minha grande alegria". O poder de Deus também sempre é maior do que a angústia: "Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salva" (Sl 138.7).
Em Isaías 9.2 temos a promessa: "O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz". No Novo Testamento, Paulo confirma essa gloriosa verdade: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?... Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.35;38-39).
E o que disse o Senhor Jesus sobre a angústia? É muito esclarecedor e elucidativo observar que Ele nunca afirmou que neste mundo não haveria sofrimento. Na verdade, muitas vezes, se prega que ao se tornar cristão, a pessoa não terá mais tribulações ou tentações. Mas isso não é verdade. O próprio Senhor Jesus disse claramente: "No mundo passais por aflições..." (Jo 16.33) . E então Ele acrescenta o glorioso ‘mas’: "mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". Em outras palavras: o mundo é o reino de Satanás, mas Minha vitória sobre esse mundo pode ser a sua vitória também, isto é, em Mim vocês têm a possibilidade de vencer a própria angústia. Essa é a posição de Jesus em relação à angústia!
Quem foi o primeiro homem que se defrontou com a angústia? Foi Adão, logo após cair em pecado. Antes da queda, Adão não conhecia esse sentimento. Contudo, depois do pecado ter entrado em sua vida, ele foi invadido pelo terrível sentimento de temor: "E chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo e me escondi" (Gn 3.9-10). De repente Adão e Eva tiveram medo de Deus, seu Criador, com o qual antes formavam uma unidade , uma harmonia perfeita! Antes de caírem em pecado, eles se alegravam quando Deus vinha ao jardim, mas agora, de repente, foram invadidos pelo medo. Que conseqüências devastadoras tem a sua desobediência até os dias de hoje!
Agora chegamos à pergunta mais importante: quem provou os mais profundos abismos da angústia em todos os tempos? Foi o homem Jesus Cristo no Jardim do Getsêmani. Ali Ele sofreu uma angústia tão grande que não fazemos a menor idéia do que possa ter sido passar pelo que Ele passou. Quando temos medo, quando não sabemos mais o que fazer, podemos olhar para Jesus e nos lembrar de que Sua tribulação ainda foi muito maior. Desse sentimento angustiante do nosso Senhor já lemos profeticamente no Salmo 22: "Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda. Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam. Contra mim abrem as bocas, como faz o leão que despedaça e ruge. Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se-me dentro de mim. Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim me deitas no pó da morte" (vv. 11-16). Essas palavras do Senhor sofredor descrevem a profundeza abismal e ilimitada que Jesus Cristo sofreu no Jardim do Getsêmani: a agonia da morte.
Lucas 22.44 fala disso: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue, caindo sobre a terra". Ele lutou com a morte não só na cruz mas também no Getsêmani, pois ali Ele estava morrendo. Ali Ele estava em terríveis e pavorosas agonias de morte. Este fato é refletido nas palavras: "E, estando em agonia..." Ele se encontrava em agonia de morte porque Satanás estava a ponto de matá-lO. Satanás, o príncipe e dominador desse mundo, nessa ocasião, lutou pelo seu reino pois sabia muito bem que o Getsêmani era a última etapa antes do Calvário, e se Jesus alcançasse a cruz salvaria a humanidade. Por isso no Getsêmani, Satanás se lançou com todas as forças sobre o Cordeiro de Deus e tentou matá-lO. Ali Jesus estava à beira da morte; Ele lutou com a morte. Esse ataque à Sua vida e à Sua obra redentora provocou uma violenta e mortal angústia, uma verdadeira agonia de morte. Isso Ele suportou como homem e não como Deus, caso contrário Ele teria chamado legiões de anjos, e Satanás teria que retirar-se imediatamente.
É uma grande mentira e uma ofensa à honra dizer que no Getsêmani Jesus teve medo da cruz. Aconteceu o contrário: Ele enfrentou a angústia de morrer no Getsêmani, de morrer antes da cruz, pelo que Seu sacrifício expiatório teria sido frustrado. Ele não teve medo da morte na cruz, pois Ele mesmo testificou de maneira bem clara: "Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai" (Jo 10.17-18). Jesus Cristo não quis morrer no Getsêmani, mas Ele estava morrendo, e isso O afligiu tanto que entrou em agonia e suou gotas de sangue. Jesus teve que experimentar as piores profundezas da angústia, o que significa que sofreu grande aflição. Isto deveria e pode nos ajudar e nos consolar em nossas angústias e tribulações.
Como podemos vencer nossas angústias? Depositando nossa confiança no Deus Todo-Poderoso. Como podemos fazer isso? Jesus já fez isso antes de nós e nos serve de exemplo. Em Hebreus 5.7 lemos algo maravilhoso a esse respeito: "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade...". Aqui se trata do momento no Getsêmani, quando Jesus, em Sua ilimitada angústia, confiou no Deus Todo-Poderoso e O invocou em oração. Isto não é novidade para nós. Mas talvez precisamos aprender de maneira totalmente nova a aplicar isto também em nossas vidas.
Jesus nos deixou o melhor exemplo de como confiar no Deus Todo-Poderoso em nossa angústia. Em Hebreus 2.18 está escrito de maneira tão consoladora: "Pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados". Com outras palavras: tendo sofrido e vencido e triunfado no Getsêmani, Ele também pode nos ajudar em nossos medos e angústias, e nos ajuda a vencê-los. Ele quer nos ensinar a orar com perseverança justamente nesses momentos. Ele próprio não viu outra maneira para sair da Sua angústia do que por meio de petições e súplicas. Quanto mais devemos nós também trilhar esse caminho para sair de todas as nossas angústias e apertos que nos surpreendem quase que diariamente.
Tiago acentua muito esse aspecto quando diz: "Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores" (Tg 5.13). Será que não seria válido começarmos a considerar e interiorizar essa verdade de maneira totalmente nova em nossas vidas? Vamos começar a confiar nEle incondicionalmente em qualquer situação? Confiar significa orar, e orar significa confiar! Os seguintes exemplos da vida de Davi devem nos mostrar o quanto ele também acreditava nessa realidade:
– "Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração" (Sl 4.1).
– "Na minha angústia invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus" (Sl 18.6).
– "Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas" (Sl 32.6).
– "Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração" (Sl 61.2).
– "Não escondas o teu rosto do teu servo, pois estou atribulado" (Sl 69.17).
– "Em meio à tribulação invoquei o Senhor, e o Senhor me ouviu e me deu folga" (Sl 118.5).
Não são testemunhos maravilhosos? Davi creu que só havia uma escapatória na angústia: invocar o Senhor em perfeita confiança.
O que significa invocar o Senhor na angústia, orando? Essa pergunta é respondida pelas orações de Davi. Por exemplo, várias vezes aparece a expressão ‘clamar’: "Responde-me quando clamo, na minha angústia... gritei", "desde os confins da terra clamo por ti", "em meio à tribulação invoquei o Senhor". Percebemos que Davi pediu socorro ao céu. Aqui temos uma chave para sermos realmente libertos das angústias. Não se trata de simplesmente orar, mas temos de clamar e suplicar. Para compreender isso devemos também observar melhor as orações de nosso Senhor Jesus feitas ao Pai quando Ele se encontrava angustiado.
Tomaremos como exemplo as Suas orações e Sua confiança no Deus Todo-Poderoso. Pois do ponto de vista bíblico, a expressão ‘invocar o Senhor‘ significa ainda muito mais. "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade" (Hb 5.7). Quando se toma essa declaração literalmente, então chegamos irrefutavelmente à conclusão de que o Senhor, na verdade, gritou, clamou e até chorou de forma audível. Não sabemos a que distância os discípulos estavam do seu Senhor no Jardim do Getsêmani, mas eles devem ter dormido profundamente, pois aparentemente não ouviram a oração de Jesus. O que nosso Senhor padeceu ali nem conseguimos explicar nem entender a fundo, mas deve ter sido uma situação terrível. Em Lucas 22.44 está escrito: "E, estando em agonia, orava mais intensamente".
Mas se queremos saber com mais precisão o que significa o que nosso Senhor "...ofereceu com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas" a Deus, então devemos nos dar ao trabalho de estudar essas orações. Algo interessante chama a nossa atenção, ou seja: exceto no texto já citado de Hebreus 5.7, em nenhum evangelho é dito que o Senhor começou a clamar ou a gritar nessa oração. Somente Lucas indica tal situação com a expressão "...e orava mais intensamente". Mateus descreveu o episódio da seguinte maneira: "Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai: Se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres!
Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!... Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras" (Mt 26.39;42 e 44). E Marcos escreve: "E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres!... Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras... E veio pela terceira vez..." (Mc 14.35;36;39 e 41). Aqui vemos melhor o que a oração de nosso Senhor podia significar, pois duas cousas chamam a nossa atenção:
1. Jesus Cristo não pronunciou essa oração apenas uma vez, mas três vezes.
2. Ele orou três vezes, mas não deixou de submeter-se à perfeita vontade de Seu Pai cada vez que orou. Que profundo mistério está oculto nessas orações!
Nosso Senhor, portanto, orou três vezes. Se Hebreus 5.7 diz que o Senhor "nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas" então não se trata, em primeiro lugar, da forma de Sua oração. Não se trata da questão se o Senhor clamou e gritou de maneira pungente, e, sim, que o Senhor fez esta oração três vezes! Em outras palavras: Ele orou com persistência. Jesus Cristo se encontrava na maior angústia, e esta angústia O levou a orar. Mas essa oração não foi apenas um grito curto e isolado ao Pai. Não, Ele orou três vezes de maneira muito consciente e lúcida repetindo sempre as mesmas palavras. Depois da primeira oração, a Bíblia diz claramente: "Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo..." e depois da segunda vez: "E deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez...". " como seria bom se compreendêssemos isso para a nossa vida pessoal de oração!
Muitas vezes nos defrontamos com todo tipo de angústias e apertos, e o que fazemos então, quando somos tentados dessa maneira? No mesmo momento enviamos um fervoroso pedido de socorro ao céu. Mas assim que nos sentimos mais ou menos bem, seguimos novamente a rotina do dia. Não é de admirar se logo em seguida a mesma angústia nos surpreenda outra vez. A oração de nosso Senhor pronunciada conscientemente três vezes nos mostra de maneira bem clara que nós, se de fato queremos vencer as angústias que se repetem, não devemos apenas orar de vez em quando ao céu. Precisamos chegar ao ponto de levar uma vida de oração perseverante, regular. Somente assim nos tornamos filhos de Deus que conseguem lidar de maneira correta com suas angústias. Somente assim venceremos as nossas tribulações. Três testemunhos claros das Escrituras nos exortam a orar dessa maneira:
– "Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração perseverantes" (Rm 12.12).
– "Perseverai na oração, vigiando com ações de graça" (Cl 4.2).
– "Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança..." (Ef 6.18).
Se a Bíblia diz em Hebreus 5.7 que a oração de Jesus foi ouvida e que Ele encontrou livramento da Sua angústia, então isso só aconteceu depois da Sua oração insistente e perseverante.
Mas ainda havia um outro ponto importante: nosso Senhor continuamente se entregava totalmente à vontade de Seu Pai: "E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres" (Mc 14.35-36). Não fazemos idéia de como isso é importante. Não apenas orando três vezes as mesmas palavras, mas, com isso, sempre se submetendo à vontade de seu Pai, Jesus demonstrou uma confiança tão grande que jamais haverá confiança maior. Foi algo grandioso, em Sua angústia, Ele ter se apresentado três vezes a fim de orar as mesmas palavras.
Mas por Ele – por assim dizer no tom fundamental da sua oração – sempre voltar a Se submeter a Deus foi uma prova bem especial de Sua confiança no Seu Pai celestial. Ele sabia: Eu posso orar que este cálice passe de mim, mas se meu Pai celestial o quer de outra maneira, então eu aceito e me coloco totalmente em Suas mãos. Isso é confiança total no Deus Todo-Poderoso! Devemos ter isso em mente, pois apesar de irmos a Deus em oração, clamando e levando a Ele a nossa angústia, em última análise esperamos que Ele faça o que nós queremos. Reflitamos no que estava em jogo ali no Getsêmani: ou Ele morria ali mesmo, deixando de salvar a humanidade, ou Ele morria na cruz, como estava previsto, salvando a humanidade por tomar sobre Si a maldição do pecado. E embora a Sua obra redentora estivesse em jogo, Ele não fez a sua própria vontade, mas se submeteu totalmente à vontade de Seu Pai.
Você quer se tornar uma pessoa assim, que aprenda a lidar com as suas angústias e a vencê-las? Então confie no Deus Todo-Poderoso, começando a levar uma vida de oração regular e perseverante. Mas nunca se esqueça de submeter-se totalmente à vontade do Senhor Jesus enquanto ora. Essa entrega, seja o que for, sempre deve ser expressa em cada oração que você faz. Se você segue esse caminho, você se tornará um cristão que, na verdade, ainda sente todas as angústias e apertos desse mundo, mas apesar disso permanece totalmente tranqüilo em tudo. Estará seguro nas mãos do Senhor, aconteça o que acontecer. O que Ele faz é sempre bom! "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33). Essas são palavras do Senhor Jesus. Você crê nelas? Então viva de acordo com esta fé, confiando – justamente quando o medo quer se apoderar de suas emoções – no Deus Todo-Poderoso e invocando-O em oração!

Superando as Adversidades!!!

Vamos ver a história de José, que encontra-se no livro de Gênesis 37-50. A Bíblia fala de José com 17 anos, exercendo o pastoreio de ovelhas(Gn.37.2). Falamos então de um jovem. Mas será que este jovem terá algo para nos ensinar?
Há pessoas mais velhas que pensam que os jovens não fazem nada de útil, que não têm nada para ensinar, mas esta é uma ideia falsa e generalista. Há quem pense assim, porque a eles, jovens, lhes falta aquela experiência de vida, porque são imaturos, porque só pensam em coisas supérfluas, etc.
Porém ao considerar um jovem de Deus, como José, este é espiritual e portanto por consequência diferente. Com este poderemos aprender muito, se assim desejarmos e colocarmos nosso orgulho e preconceitos de lado.
José é um exemplo desta verdade! Ele era um jovem verdadeiramente espiritual, portanto se assim é, creio que muito podemos aprender com ele.
Uma das áreas em que considero este jovem como um heroi na fé, passa pela sua capacidade de conseguir ultrapassar diversos problemas gravíssimos e sair vencedor. José tinha tudo para ser, um frustrado na vida, um falhado, mas não.
Alguns problemas e complexos que José poderia ter desenvolvido:
a) Perturbado psicologicamente
b) Traumas de infância/adolescência
c) Sentimentos de culpa
d) Sentimentos de Rejeição
e) Sentimentos de revolta
f) José foi traficado
g) Foi dado como morto
Será que podemos ser indiferentes a todos estes problemas? Quantos de nós daria alguma chance de "sucesso" a este moço?
Tenho contemplado pessoas que por muito menos, deixam-se abater de tal forma que vivem uma vida isolada e profundamente triste, se isso poder-se-à chamar vida.
Como José venceu?
Creio que o problema não está naquilo que sofremos, mas na forma como encaramos os problemas da vida. Não podemos com isso dizer que devemos nos tornar insensíveis, como acontecia com os filósofos estóicos no tempo do apóstolo Paulo(Act.17.18)
Hoje uma pessoa apelidada de estóica, não é mais do que uma pessoa impassível; imperturbável; insensível. Os estoicos rejeitavam tudo o que lhe podia despertar sentimentos quer fossem positivos ou negativos.
Ao contrário dos epicureus que amavam o prazer e qualquer tipo de sentimentos que causasse bem estar no momento.
Paulo afirma que a nossa mente deverá ser uma mente renovada e isto passa por mudar também muitas vezes nossos comportamentos ante as coisas menos agradáveis. Rm.12.2.
O Que diria um psicólogo deste jovem? Como ele o ajudaria a resolver e a tratar com todos estes sentimentos de revolta interior?
Apresentando este quadro a um psicólogo, julgo que ele não iria ver as coisas fáceis na resolução e recuperação deste jovem. Era um jovem que reunia todas as condições para receber uma ajuda psicológica talvez por muitos e muitos anos sem qualquer espécie de garantias.
Isso claro, são apenas deduções, não sei o que eles diriam, mas sei o que aconteceu com José e como ele venceu estes problemas. Ora veja:
1)José conhecia a Deus
José não era um jovem qualquer, ele mantinha comunhão com Deus, ele amava a Deus.
2)Mesmo sendo desprezado continuava a dar o melhor para os homens e para Deus
Devemos fazer sempre o melhor ainda que isto seja, aparentemente contra-natura.
Aquilo em que José colocava a mão, até o mais simples, ele fazia como para o Senhor. O desprezo dos irmãos não foi só no momento em que José vai até eles levando a comida. Vender o irmão foi o culminar de um desprezo que já vinha de trás. Mesmo assim sendo, José continuou sujeito aos irmãos, era serviçal.
Na casa de Potifar, como escravo, ele cresceu em consideração (Gn.39.1-6)
Indo para a prisão injustamente, mesmo aí ele subiu em consideração, e foi colocado como guarda da prisão, porque certamente era um exemplo. Mesmo na prisão ele era exemplo, ele glorificava a Deus.(Gn.39.20-23)
Lembremos do exemplo de Paulo e Silas louvavam ao Senhor mesmo estando em prisão. (At.16.25)
3)Não guardava rancor, tinha espírito de perdão
José perdoou seus irmãos por tudo aquilo que eles o tinham feito passar. Isso é fruto de um coração que está cheio do amor de Deus em sua vida.
Hoje há este grande problema em muitos corações, que Deus nos possa ajudar. Corações amargos, rancorosos leva a pessoa à destruição.
Pessoas que não perdoem são pessoas que só conseguem ver a vida negativamente; Tudo é mau, as pessoas são más, todos lhe causam problemas e tropeços.
Tenha sempre em desconfiança as pessoas que só vêem problemas nos outros e que remetem sempre para os outros a causa de algo ter corrido mal em suas vidas.
José mesmo sendo o governador do Egipto poderia ter feito justiça aos seus irmãos mas não foi isso que aconteceu; Ele usou de amor, compaixão e perdão.
José reencontrando seus irmãos e demonstrando seu perdão
Ilustração de Gustave Doré
4)Não se revoltou contra Deus
Não é dificil encontrar pessoas que se revoltam contra Deus por determiandas coisas que acontece em suas vidas. Não há dúvida que José é um exemplo para todos nós, na forma de agir ante as coisas mais difíceis.
Quando ele se encontrou com seus irmãos, ele declarou que em tudo o que de mau aconteceu, Deus estava no plano.
Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.
5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. 7 Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. 8 Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito. Gn.45.5,7,8
Lembremos o que diz o apóstolo Paulo: E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Rm.8.28
Será que temos esta mente para percebermos e entendermos esta realidade? Que Deus nos ajude a crescer no entendimento!
Antes de concluir gostaria de deixar algumas reflexões gerais sobre experiências negativas. Lembre-se que:
a) Todos passam por situações difíceis
Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.1Pd.5.9
Isto é importante lembrar para que não pensemos que somente nós temos problemas. e atravessamos momentos difíceis na vida.
b) Nunca considere seu problema pior do que o dos outros.
TAMBÉM, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. 2Cor.8.1-3
Os crentes pobres da Macedónia ajudaram os mais pobres de Jerusalém. Não é isso de salutar?! Não é isso louvável?!
O nosso problema passa por vezes em não compreendermos que há outros irmãos, outras pessoas com problemas maiores do que os nosso.
c) Nossos passado negativo pode servir para ajudar outros
Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus 2Cor.1.3,4
Lembra-se de José? Foi extremamente útil para ajudar não só sua família, assim como muitas outras famílias em todo o Egipto e não só.
Ele reconheceu que Deus estava a trabalhar através dos irmãos, de algo negativo para resultar em algo positivo no futuro.
d) Mesmo em momentos difíceis há outros que precisam de nós
Quando se sentir demasiadamente abatido e frustrado com alguma situação, não se deixe dominar por estes sentimentos, talvez esta seja a altura ideal para ajudar outros. Olhe para o seu lado, para seu irmão e pense: Em que o posso ajudar e servir de bênção para sua vida?
e) Chore o suficiente mas não exagere
Deus permite certas coisas não para nos lamentarmos toda a vida por isso, mas para de certa forma nos fortalecer e sairmos com uma vida renovada e fortalecida.
José teve um momento que chorou, porém ele não esteve certamente a chorar por aquilo que havia acontecido. É preciso fazer o luto dos problemas, mas vestir roupas novas.
Conclusão:
Perante as ínumeras promessas de Deus, temos todas as razões para conseguirmos ultrapassar as muitas dificuldades que enfrentamos pela vida fora.
Não se esqueça que:
a) A alegria do Senhor é a nossa força (Neem.8.10)
b) Jesus deseja que nosso gozo seja completo n'Ele (Jo.15.11).
c) Em Cristo temos a paz que o mundo não tem (Jo.14.27).
d) Temos uma esperança que nos foi derramada em nossos corações (Rm.5.5).
e) O Senhor promete estar connosco todos os dias (Mt.28.20)

Conhecendo o Espírito de Mansidão

TEXTO: “Mas o fruto do Espírito é ... Mansidão” (Gl. 5:22) prautē
INTRODUÇÃO
O número oito na lista do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22.23) é  prautēpalavra grega traduzida por mansidão, ou brandura, ou ainda suavidade. O que é a qualidade de brandura ou suavidade? Certamente no sentido bíblico não é fraqueza, nem é rebaixar-se nem menosprezar-se.
R. N. Chaplin comenta: “Trata-se de uma genuína falta de maldade e aspereza, de mistura com as qualidades da paciência e da gentileza. Trata-se de uma submissão do espírito humano para com Deus; e, em seguida, para com o homem. A mansidão é resultado da verdadeira humildade, por causa do reconhecimento do valor alheio, com a recusa de nos considerarmos superiores. Deus é a fonte dessa graça, e Cristo Jesus é o seu exemplo supremo, o que demonstrou em todo o seu modo de tratar os homens.”
Mansidão é suavidade, indulgência para com o fraco e errado, sofrimento paciente ao receber injúrias sem sentir um espírito de vingança e até equilíbrio em todas as paixões e temperamento, o completo oposto de raiva. (Clarke)
TRADUÇÕES DA PALAVRA
A palavra grega prautēs é também traduzida às vezes por "humildade." Na realidade é uma palavra difícil de definir, porque não há de fato uma palavra em nossa língua que corresponda ao vocábulo grego.  O Dicionário dá um significado mais antigo de brandura como "suportando a ferida com paciência e sem ressentimento". Talvez não seja um significado muito longe da palavra bíblica, mas o grego é muito mais positivo.
Aqui estão algumas diferentes definições da qualidade da mansidão, de diferentes fontes:
·         Suavidade combinada com ternura;
·         Graciosidade, bondosa disposição, força controlada;
·         uma disposição que é moderada, tranqüilo, equilibrado em espírito, despretensioso e que tem as paixões sob controle;
·         um caráter que é eqüitativo, razoável, suportativo, moderado;
·         Poder e força sob controle;
·         Disposto a perdoar feridas, corrigir faltas. Alguém que governa bem seu espírito.
PRAUTĒS COMO É DEFINIDA PELOS SÁBIOS GREGOS
  1. Para descrever pessoas ou coisas que têm nelas uma certa qualidade tranqüilizadora. Por exemplo, ter uma conduta humilde e amável que acalma a irritação de outros.
  2. Para descrever a gentileza de conduta, especialmente por parte das pessoas que têm o poder de atuar de outra maneira. Por exemplo, um rei perdoando a um servo que falhou em uma tarefa.
            O rei tem a autoridade e o poder para castigar
            Mas escolhe em lugar disso mostrar bondade e perdão
Tal rei seria gabado por seu comportamento gentil e humilde.
  1. Para descrever a habilidade de receber comentários cruéis com bom coração. Por exemplo, quando é enredado em controvérsia. Ser capaz de discutir coisas sem perder o temperamento devido a observações pessoais cruéis e injustas.
  2. Com mais frequência, para descrever o caráter no qual a fortaleza e a mansidão estão perfeitamente combinadas. Por exemplo, um cavalo obediente às rédeas, um cão guardião amigável para a família que o possui. Apesar de estar presente grande força, é temperada por um espírito gentil;
  3. Aristóteles disse sobre "prautēs." "A capacidade para suportar recriminações e ofender com moderação, sem embarcar em vinganças rapidamente, e não ser provocado facilmente à irritação, mas ser estar livre de amargura e de contenção, tendo tranquilidade e estabilidade no espírito." (Sobre Virtudes e Vícios)
Isto não implica que nunca há um lugar para a irritação no homem gentil. Certamente a pessoa que mostra "prautēs" se zanga "pelo motivo correto, e contra as pessoas corretas, e da maneira correta, e no momento correto, e pelo tempo correto." (Aristóteles, Ética a Nicómaco)
PRAUTĒS É EXEMPLIFICADO POR MOISÉS E JESUS
Os dois personagens bíblicos mais famosos pelo fruto da mansidão, são o Senhor Jesus Cristo e Moisés (Números 12:3; 1 Pedro 2:21-23). Ambos eram grandes libertadores. Moisés para a nação de Israel, e Jesus para o mundo inteiro. Isto demonstra que essa mansidão não é fraqueza, mas a força de ser auto-controlado.
A atitude do mundo em relação à força é agressivamente defender se, mas a força real é encontrada num espírito manso e humilde, uma atitude de poder receber uma ofensa sem retaliar ou exigir seus direitos."Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mateus 11:29).
O EXEMPLO DO MOISÉS
A Bíblia diz que Moisés destacou-se em mansidão, que é suavidade: “Ora, Moisés era homem mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Números 12:3).
Deus deu-lhe uma elevada posição. É duro para o homem natural ser suave com aqueles o atacam, especialmente se atacam seu posto oficial e honra. Mas Moisés não tentou se defender.
Um exemplo da mansidão de Moisés encontra-se no relato de Números 13:1-8, quando seus irmãos Arão e o Miriã o criticara. Como servo escolhido de Deus ele poderia repreendê-los, mas com humildade preferiu guardou silêncio. Tal silêncio não foi uma manifestação de fraqueza, mas de força de caráter. Certamente, Moisés não era covarde. Simplesmente deixa prevalecer a sua mansidão como resultado de uma opinião humilde de si mesmo!
A mansidão inclui a ideia de que nós não nos preocupamos com o que acontece à nossa honra, tanto quanto o que acontece à honra de Deus e o que acontece com outros.
Em outras ocasiões, quando as circunstâncias o exigiram, vemo-lo agindo com rigor. Exemplo disso é no incidente do bezerro de ouro. Diante da idolatria do povo, construindo para si um bezerro de ouro e adorando-o, quebrando, assim a aliança com Yahweh, ele reage com uma ira santa: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se lhe a ira, e ele arremessou das mãos as tábuas, e as despedaçou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo; e, moendo-o até que se tornou em pó, o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel”  (Ex 32:19-20). (Ver Ex 32:25-28).
Em Êxodo 32:30-32 o modo como pleiteia com Deus a favor do povo revela que a mansidão de Moisés nada tem a ver com fraqueza. “No dia seguinte disse Moisés ao povo: Vós tendes cometido grande pecado; agora porém subirei a Yahweh; porventura farei expiação por vosso pecado. Assim tornou Moisés a Yahweh, e disse: Oh! este povo cometeu um grande pecado, fazendo para si um deus de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou se não, risca-me do teu livro, que tens escrito.”
O EXEMPLO DO JESUS
É dos próprios lábios de Jesus que temos uma viva descrição da marca da mansidão que orna o caráter do Mestre: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.  Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve”  (Mt 11:28-30).
Isaías já antevira essa marca no Messias, ao escrever: “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca” (Is 53:7).
E quando chegou o momento dessa profecia de Isaías se cumprir, vemos sua mansidão em meio à Sua maior prova: “Mas ao ser acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Perguntou-lhe então Pilatos: Não ouves quantas coisas testificam contra ti? E Jesus não lhe respondeu a uma pergunta sequer; de modo que o governador muito se admirava” (Mt 27:12-14).
Jesus mostrou verdadeira mansidão tanto no meio do conflito quanto da popularidade. Suas curas e milagres frequentemente trouxeram as multidões a uma explosão de entusiasmo. Mas Ele se recusou a deixá-los fazer dEle o tipo de rei que eles queriam. Ele os lembrou da passagem em Isaías 42:1–4, "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele. ele trará justiça às nações. Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na rua. A cana trilhada, não a quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade trará a justiça; não faltará nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua lei.”
Jesus sabia quem Ele era, mas Ele era manso e humilde. A consciência do Seu poder O capacitou a ser manso para com aqueles em necessidade. Ele não esmagaria a cana quebrada, mas a restauraria plenamente. O pavio fumegante de uma lâmpada Ele não terminaria de apagar, mas faria com que ardesse brilhantemente outra vez. Sua mansidão funciona. Ela gera a retidão, e trará a justiça à terra, porque Ele mansamente toma o pecador e o torna completo.
A mansidão de Jesus não era devida à falta de fortaleza. Sua poderosa força já havia sido demonstrada:
·         Ao denunciar aos fariseus  (Mt 23:13 e seguintes)
·         Na purificação do templo (Jo 2:14-17)
Sua mansidão na prova era evidência de fortaleza, não de debilidade!
A palavra de Barclay é aqui oportuna:  "Tratemos a todos os homens com cortesia perfeita; que possamos repreender sem rancor; que possamos discutir sem intolerância; que possamos enfrentar a verdade sem ressentimento, que possamos estar zangados e sem pecar e que possamos ser gentis e entretanto não ser débeis."  
Novamente, esta qualidade vem de se ter uma opinião humilde de si mesmo, junto com a fortaleza interior para controlar as emoções, a língua e o comportamento.
O LUGAR DA MANSIDÃO NA VIDA DOS CRISTÃOS
EM PARTICULAR
1. Vivemos para receber a Palavra de Deus com mansidão (prautēs): “Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas” (Tiago 1:21).
2. Devemos nos aproximar de irmãos em engano com um espírito de mansidão (prautēs): “Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado” (Gál 6:1).
3. Devemos corrigir a aqueles que estão em oposição com humildade (prautēs): “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente; corrigindo com mansidão os que resistem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade.” (2 Tim 2:24-25).
4. Vivemos para responder perguntas relacionadas com nossa esperança com mansidão (prautēs): “Antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).
EM GERAL
A mansidão (prautēs) é necessária para o cristão que deseja ser sábio: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má. Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz” (Tiago 3:13-18).
O USO DA PALAVRA MANSIDÃO NA BÍBLIA
Para melhor compreensão do significado dessa marca da mansidão passemos pelas passagens na Bíblia onde a palavra grega prautēs é usado.
No Antigo Testamento a Septuaginta usa-o uma vez no Salmo 45:4. O Salmista invoca a Deus: “Cinge a tua espada à coxa, ó valente, na tua glória e majestade. E em tua majestade cavalga vitoriosamente pela causa da verdade, da mansidão e da justiça, e a tua destra te ensina coisas terríveis.”  (Salmo 45:3,4). Obviamente, mansidão não é fraqueza. Não é permitir que alguém se torne um capacho. É parte do caráter do Deus que se move triunfantemente em grandioso poder e vitória.
Em 1 Coríntios 4:21, Paulo lida com pessoas arrogantes e diz: "Que quereis? Irei a vós com vara, ou com amor e espírito de mansidão?"
Paulo tinha um amor tremendo pelos os crentes em todas as igrejas, mas seu amor não era um mero sentimentalismo cego. Ele sabia que às vezes eles precisavam de disciplina, e ele "estava pronto a aplicá-la". Mas ele queria vê-los respondendo em arrependimento para que ele pudesse mostrar-lhes o amor e a suavidade que estava em seu coração em relação a eles.
Em 2 Coríntios 10:1, Paulo apela a eles “pela mansidão e benignidade de Cristo”. Passa então a falar sobre as armas com as quais lutamos, que não são as armas do mundo. Pelo contrário, elas têm poder divino para demolir fortalezas. Nós não somos tomados por cólera, vingança pessoal, avareza, nem orgulho enquanto procuramos vitórias para Cristo. Mas com a suavidade de Cristo podemos triunfar poderosamente.
Os problemas surgem onde mesmo o melhor de nós pode escorregar, assim como alguém talvez escorregue num caminho escorregadio ou perigoso. Se nós verdadeiramente somos cheios do Espírito, mostraremos suavidade, e não dureza e condenação, enquanto tentamos restaurar tal pessoa. Em Efésios 4:2, onde Paulo aconselha-nos a viver de modo digno do chamado que recebemos, ele exorta-nos a demonstrar  "toda a humildade e mansidão, com longanimidade.”  Devemos estar livres de auto exaltação e plenamente submetidos à vontade de Deus, tanto em nossa relação com Ele quanto em nossos relacionamentos com outros.
Em Colossenses 3:12, Paulo aconselha-nos: "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, paciência". Isto mostra que o fruto do Espírito necessita nossa cooperação para seu desenvolvimento.
Alguns dizem: "Não se preocupe com o fruto. Simplesmente se aqueça na luz do sol do Seu amor, goze a chuva da Sua bênção, e o fruto automaticamente aparecerá". Mas as coisas não funcionam assim. Temos que fazer morrer as obras da carne. Temos que tomar a nós o fruto do Espírito e exercitar nossa fé para desenvolvê-lo (Compare 2 Pedro1:5–11).
Em Tito 3:2 Paulo o instrui a “que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas moderados, mostrando toda a mansidão para com todos os homens.” Inclui a ideia de ir socorrer os que se encontram em necessidade, mantém ainda o controle sobre os próprios sentimentos.
Alguém salientou que coragem não está na lista de Paulo do fruto do Espírito. Mas devemos reconhecer que demanda coragem de ser manso, suave ou gentil no meio de todo o mal que nos cerca neste mundo. Exigiu coragem por parte de Paulo levantar-se contra o espírito de partidarismo que havia se desenvolvido em Corinto e que se tinha tornado quase um vício.
CONCLUSÃO
Suavidade ou mansidão nunca é uma modéstia falsa, uma auto-depreciação, nem um “tirar o corpo de lado,” quando precisa ficar firme diante de algo. A mansidão nunca é uma fuga covarde da realidade, que substitui um egoísmo passivo pela suavidade real só para evitar problemas, mas de modos que permitem que tais problemas se tornem ainda maiores. Nem é uma humildade falsa que se recusa a reconhecer que Deus nos deu talentos e capacidades ou que se recusa a usá-los para Sua glória.
Em nosso viver diário não podemos evitar o surgimento de situações que trazem conflitos com as pessoas. É fácil no natural reagirmos com violência ou raiva, especialmente se nos sentimos inseguros em nossa posição. Mas quando aceitamos a realidade de que estamos em Cristo e confiamos no Espírito Santo para ajudar-nos, podemos ser mansos diante de quaisquer conflitos que possam surgir.
Alguém que está andando no Espírito o está fazendo para ser uma pessoa gentil, até nas circunstâncias de maior prova. Não devido à debilidade ou à covardia, mas devido à humildade, unida com a fortaleza interior para controlar o comportamento.

"GUARDADO NO DESERTO"

Nesta manhã pedi ao Espírito Santo que me desse uma palavra para meditar, - em verdade, queria escrever... Ele levou-me ao texto em referência, que é uma palavra “quase” incompreensível e inaceitável ministerialmente para muitos, nos dias de hoje. Uma “palavra fiel” - mas “quase” não digna de toda aceitação. Por que?
Como compreender que um homem, com o ministério de “preparação” dos caminhos para o Senhor Jesus, como João, o Batista, permanecesse a maior parte de sua curta existência “nos desertos” e, segundo as Escrituras, “até o dia de sua manifestação a Israel?“. Será que teríamos algum paralelo ministerial desde João, até o dia de hoje? Eu desconheço.
É impressionante como este homem não teve nenhuma facilidade na sua curta passagem pela terra dos viventes. Não “aproveitou” nada desta vida. Não casou. Não fez viagens missionárias, nem turísticas. Conviveu com “lagartos, cobras e escorpiões” e alimentou-se de “mel silvestre e gafanhotos...”. Que vida!
E mais: somente “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César. Sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Felipe tetrarca da região da Ituméia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene, sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, VEIO A PALAVRA DE DEUS A JOÃO, filho de Zacarias, NO DESERTO”. (Lucas, 3.1,2). Então, foi para a beira do Jordão iniciar seu curto ministério...
Noé, enquanto construía a arca, pregou por mais ou menos cento e vinte anos. João, o batista, quão longo tempo de preparação e tão curto tempo de serviço para Deus. E, quando o “Esperado” apareceu, Deus o tira de cena de maneira tão brusca – sem nenhum tipo de explicação e honra... Como seria hoje – neste tempo em que valorizamos as homenagens e os primeiros lugares, as honras?
Mas, voltemos a João. Que renúncia, que entrega, que fidelidade, que submissão e obediência! Que consciência de sua missão profética! Mas, também, devemos nos lembrar dos profundos ensinos recebidos de seu pai Zacarias e de sua mãe Izabel... Quantas experiências ambos viveram com o Eterno!
Usei a expressão “GUARDADO NO DESERTO” em lembrança ao Apóstolo Pedro que, em certa ocasião, foi “guardado na prisão” (Atos, 12.5) e, nesta meditação, eu a usei também pensando nas lições que João, o batista, aprendeu enquanto “guardado no deserto ATÉ O DIA DA SUA MANIFESTAÇÃO A ISRAEL” (Lucas, 1.80).
A primeira lição: “é o próprio Pai Celestial quem leva para o deserto”, (Mateus, 4.1; Lucas, 4.1). Todo crente em Jesus precisa saber essa verdade escriturística. Para todos a dinâmica é a mesma na carreira da fé: após o encontro com Jesus, pelo Espírito Santo, o deserto é seu destino. Por que?
A segunda lição é: “é no deserto que o espírito se robustece ” (Lucas, 1.80). É no convívio com as “cobras, lagartos e escorpiões” da vida – e, também, no meio evangélico e ministerial – que descobrimos a qualidade de nossa entrega, renúncia, fidelidade, submissão e PACIÊNCIA EM ESPERAR A HORA DE DEUS . Eis o problema neste tempo de “tudo tão rápido” – em todos os sentidos! Nesta dimensão temos que aprender que DEUS TEM PRESSA, MAS NÃO CORRE . E como nos é difícil compreendermos esta dinâmica de Deus. Mas a verdade é: temos que aprender a andar passo a passo com o Pai da Eternidade.
A terceira lição é: “deserto não é desculpa para queda ”. (Lucas, 1.80: 4.1-13). O convívio com “cobras, lagartos, escorpiões, tempestades, frio, calor intenso” tem por objetivo enrijecer nossa personalidade e caráter, à moda dos princípios do Senhor do Reino de Deus. Lutas, dificuldades, circunstâncias adversas fazem parte do processo de “lapidação” na pedra bruta para a transformar em uma jóia de inestimável valor. Mas, como nos é difícil entender que estamos nas mãos do Divino lapidador, que sabe a hora certa de dar Seus golpes no lugar certo, para atingir Seus objetivos na execução de Seu plano individual para cada um de nós. Ou aprendemos... Ou, aprendemos! Ensinar é o alvo do Senhor, aprender deve ser nossa disposição interior se queremos dar fruto consciente e permanente para Ele! João, o batista, não caiu no deserto. Jesus, também não! Como discípulos de Jesus temos que ter certeza de que, assim como foi com Jesus será conosco: “mais que vencedores” – ELE NOS AMOU! E mais: a nova criatura é milhares de vezes mais forte do que o velho homem porque tem o Espírito Santo residindo nela!
A quarta lição: “é no deserto que a Palavra de Deus vem”. (Lucas, 3.2). Este o maior objetivo de Deus em nos levar para o deserto! Foi assim com João, o batista. Mas tem mais revelação na seqüência.
Lembremo-nos de Adão. Ele tinha de tudo, podia tudo pela comunhão com o Eterno – até colocar nome nos animais, segundo a espécie biológica. Estava no Jardim do Éden. Observe: num Jardim, e não era qualquer jardim! Era o Jardim criado pelo Deus vivo para ele, Eva e os filhos. Mesmo com toda mordomia que dispunha, a comunhão com Deus e a vida perfeita que o Senhor lhe proporcionara Adão entregou tudo “de mão beijada” para o inimigo de Deus e nosso. NUM JARDIM!
Nosso Salvador, e SENHOR Jesus, em condições totalmente adversas à de Adão, no deserto derrota o inimigo em todas as áreas. No meu espírito posso ouvi-Lo dizer: “No terreno e circunstancias de meu Pai, Adão te entregou a chave de tudo na terra. No teu terreno e nas tuas condições, eu arranco a chave de tuas mãos e saiu deste deserto com a vitória total sobre todo o teu império e mais: NO PODER DO ESPÍRITO SANTO”. (Lucas, 4. 6, 7, 14).
João esperou a vida toda por poucos meses de mensagem à beira do Rio Jordão e morreu decapitado quando o Mestre entrou em ação. Sua mensagem sempre foi “após mim, Ele vem batizando com fogo”. Jesus começou Seu ministério saindo do deserto “no poder do Espírito Santo”, (Lucas, 4.14). Assim foi e continua sendo. Qual a mensagem para hoje?
Estamos no deserto desta vida. Cobras, lagartos, escorpiões, espinhos, tempestades, frio e calor excessivos são nossos companheiros enquanto neste corpo. A alimentação, nem sempre está saborosa... Gafanhotos e mel silvestre, às vezes, nem achamos. Mas assim é a vida espiritual. E sabe o que mais na revelação do Espírito Santo?
Cada vez que reagimos como Jesus espera de nós em alguma luta, dificuldade, circunstancia adversa, calúnias, difamações, perseguições, decepções com líderes espirituais, e tantas coisas que nos cercam, estamos dando oportunidade do Senhor esbofetear o inimigo e dizer-lhe: “No teu terreno, nas tuas condições e violência este meu servo está dizendo ‘ não vou me deixar vencer nem pelo mundo, nem pelo pecado, nem pela carne e, muito menos, por você”.
Que estamos todos no deserto desta vida é um fato inegável. Que todos vivemos nas condições citadas, também o é. Que todos seremos vencedores é promessa definida de Jesus. O que precisamos lembrar é que, mesmo com todas as dificuldades existentes no deserto, nós não estamos sozinhos e nem abandonados à nossa própria sorte; ESTAMOS GUARDADOS NO DESERTO ATÉ SERMOS CHAMADOS À PÁTRIA CELESTIAL!
Com João, o batista, aprendemos que ministérios só começam de fato, quando vem a Palavra de Deus. Com Jesus, o Senhor do Reino, aprendemos que o deserto só é vencido PELA PALAVRA DE DEUS para se sair NO PODER DO ESPÍRITO SANTO. Assim Jesus saiu do deserto. A Igreja (que sou eu e você, individualmente, e todos os salvos, coletivamente) segue-Lhe os passos em tudo e também sairá do deserto desta vida NO PODER E NA PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO PARA O ENCONTRO COM O SENHOR NAS NUVENS. Maranata!
Enquanto isso vamos vencendo o mundo, o pecado, o diabo e a carne, EM O NOME E PARA GLÓRIA DE JESUS!

Reflexão: "Os Inimigos da Perseverança"

Conhecer:
A perseverança não é apenas uma questão de tentar o mais difícil quando estamos com medo ou cansados, mas tendo tempo para nutrir o nosso relacionamento com Deus.
Sentir:
A necessidade de passar algum tempo com Deus, a fim de encontrar a forças e o foco para servi-lo em toda a nossa vida.
Fazer:
Identificar as distrações em sua vida e elimina as tentativa que enfraquecer o nosso relacionamento com Deus e seu serviço para ele, pedindo a Deus para lhe mostrar a melhor maneira de lidar com as distrações em sua vida para que você possa servi-lo melhor.
Texto: 2 Pedro 1:3-11 (v.6) Leitura Bíblica: Provérbios 4:25-27

Introdução
1.Perseverança- grego: Hupomone - Para se manter ao abrigo, manter-se firme
a. Palavra é usada frequentemente em contextos militares
b. Ef 6:11 - Coloque as armadura de Deus para que se mantenha firme contra as ciladas do diabo - firmes - Isso é Hupomone .
2. Força
De igual forma, precisamos de "inteligência" na nossa luta contra Satanás
a. precisamos permanecer firmes contra os "esquemas" do Diabo
b. Mateus 10:22 – Sereis odiados por causa do meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo
c. Satanás usará seus planos contra a nossa perseverança
d. Um pouco de inteligência para identificar os inimigos da perseverança
3. Usar Israel no deserto como um exemplo ...
a. Eles foram resgatados quando passaram pelas águas no deserto
b. Nós fomos resgatados quando fomos batizados e agora no deserto
c. No deserto, Satanás lança os inimigos da perseverança ...
I. Medo
a. Há muitos perigos em um deserto. Fome, sede, inimigos.
b. Esqueceram a disposições de Deus e a libertação dos Amalequitas.
c. Todo o medo se resumia em duas coisas - a perda de sustentação // Perda de segurança –
B. Ser fiel a Deus tem um preço de
1. Deus espera fidelidade
2. (Ap 1:17-18) - Não tenha medo de
3. "Não tenhais medo", ele sabe 
4. Muitas vezes deixar o medo nos paralisar. 
5. Prov. 29:25 - O medo do homem traz armadilha, confie em Deus será exaltado 
6. O medo do homem é uma cilada - Bíblia nunca diz para o homem ter medo de Satanás 
7. 10:28 Mat - Não temer o homem, mas temer a Deus
8. Portanto, não esconda a sua fé 
9. Seja bom, honesto, justo e amável
10. Deixe brilhar a luz de Jesus Cristo na sua vida
11. Não deixe o medo se tornar uma armadilha na sua vida

II. Cansaço 
A. Israel se cansou depressa - Cansado do Maná 
Lançaram no deserto o livro best-seller “ As 1001 maneiras de cozinhar Maná “- Souflé Maná, Maná cozido, Maná ensopado, Maná com frango grelhado, etc....

B. O cansaço provoca o rompimento das relações 
1. Como o marido que fica longe de casa por muito tempo
2. Temos que evitar o cansaço 
3. O que você pode fazer? - "Não desista" 
4. O que você faz quando exausto e cansado? - Senta, deita, dorme, ronca! e acorda renovado.

C. Descanse no Senhor
1. (Isaías 40:29-31) – Os que esperam no Senhor 
2. Ele irá recarregar o nosso espírito. 

III. Distração 
1. (Dt 8:11-14) Aviso de Moisés 2. (Josué 23:6-8) Aviso de Josué - Eles não expulsaram completamente 

B. Basicamente, houve dois tipos de distrações. 
1. Riqueza 
2. Amigos (associaram com o erro e se afastaram de Deus)
3. Nossos bens material, ou amigos não cristãos podem nos afastar de Deus,????. (Hb 12:1-2) 

1. Não se perder com o mundo
2. Não desviar para a esquerda ou direita 
3. Tenha Jesus no centro do foco 
4. Tudo o mais é periférico - escola, carros, amigos, trabalho, roupas
5. Não se distraia 

Persevere e permaneça firme contra as ciladas do Diabo e os seus esquemas do inferno. Põe para fora os inimigos da perseverança – cansaço, medo, distração. Tema a Deus e não desvie o foco da SALVAÇÂO

Pv 4:25-27 Olhe firme para a frente, com toda a confiança; não abaixe a cabeça, envergonhado. 26 Pense bem no que você vai fazer, e todos os seus planos darão certo. 27 Evite o mal e caminhe sempre em frente; não se desvie nem um só passo do caminho certo.